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Limpeza na caixa d’água deve ser feita com frequência

Uma boa limpeza na caixa d’água ajuda a evitar uma série de doenças e, inclusive, a proliferação do mosquito Aedes aegypti, responsável por transmitir a dengue, o vírus da zika, o chikungunya e até a febre amarela. A limpeza é fácil e o próprio morador pode fazer — ou então pode contratar uma empresa especializada. De uma forma ou de outra, o importante é fazer o serviço a cada seis meses, como recomenda a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Antes de iniciar a limpeza, a Vigilância Sanitária Municipal orienta fechar o registro ou amarrar a boia da caixa d”água para cessar a ida de água para o recipiente. É recomendado, para a limpeza, que reste cerca de 10% de água no interior da caixa. É necessário também tampar a saída de água com um pano limpo para que a sujeira acumulada no fundo não contamine a rede da casa. Feito isso, deve-se utilizar escova de fibra vegetal ou de plástico para remover os resíduos das paredes e do fundo da caixa d”água. É preciso retirar o conteúdo do fundo com baldes e canecas, até ficar limpo. Não é recomendado utilizar sabão ou outros produtos químicos.

É necessário, também, manter o fundo do reservatório tampado e deixar entrar água novamente até que haja uma quantidade suficiente para a segunda etapa da higienização. Essa fase precisa ser feita com um produto desinfetante, que pode ser o hipoclorito de sódio. Um produto de fácil acesso para essa finalidade é a água sanitária, disponível no mercado, com concentração de 2,5% de hipoclorito. É preciso utilizar um litro de água sanitária para cada mil litros retidos na caixa.

Em seguida, misture muito bem essa solução e, com as mãos protegidas por luvas e os pés por botas, utilize a água com a diluição de água sanitária para lavar as paredes da caixa usando brocha ou pano. Repita essa operação por três vezes, com intervalos de meia hora. Depois disso abra a saída de água e deixe escoar a solução. Em seguida a boia pode ser desamarrada e o registro aberto novamente para que a água limpa seja utilizada para enxaguar as paredes e o fundo da caixa. Finalizado esse processo, a caixa pode ser reabastecida totalmente. A Anvisa destaca que é preciso limpar e higienizar também a parte interna da tampa.

Abastecimento interrompido

Na última semana grande parte dos sorocabanos tiveram o abastecimento prejudicado e muita gente aproveitou a baixa no nível das caixas d”água para fazer a limpeza. O casal Valter Carvalho, de 61 anos, e Irene Carvalho, de 60, lavaram o reservatório de mil litros na véspera da normalização no abastecimento e notaram a grande quantidade de sujeira e lodo acumulados no fundo do recipiente. “Quando vimos que a água ia voltar, deixamos subir só um pouco para a caixa e fechamos o registro para conseguir lavar bem”, disse a dona de casa.

A empresa Hidrotec, especializada em limpezas de caixa d”água, informou que é possível fazer essa higienização sem auxílio técnico, mas o processo deve obedecer os padrões, conforme instruções técnicas de órgãos reguladores. No caso de caixas muito grandes, como em condomínios residenciais ou empresas, é necessário, além do uso do hipoclorito de sódio, uma bomba submersa e uma lavadora de alta pressão para limpeza de paredes e fundos.

Sobre o uso das caixas de amianto, que conforme a Lei Estadual nº 12684/2007, tem a venda proibida, a Hidrotec informou que ainda têm muitas pessoas que fazem uso desse material. “A cada dez clientes que atendemos, quatro têm caixas de amianto”, divulgou. Nesses casos, para evitar contaminação no momento da limpeza, não são utilizadas máquinas de alta pressão. As caixas contendo amianto devem ser trocadas por caixas de polietileno (plástico) ou mesmo de aço inox.

Água contaminada

Ao realizar a limpeza da caixa d”água é importante fazer a higiene e vedação corretamente, de acordo com a Anvisa. Com isso, evita-se a proliferação de diversos microrganismos e do mosquito da dengue. Segundo o órgão, dentre as principais doenças que a falta de limpeza pode provocar está a gastroenterites infecciosas, que gera vômitos e diarreia, e pode ser causada por diversos tipos de bactérias, vírus ou parasitas. Neste grupo estão doenças como a cólera, que pode levar à desidratação grave.

A falta de limpeza pode provocar também a hepatite A, que pode ser contraído pela ingestão de água contaminada; bem como a esquistossomose, que é a chamada “doença do caramujo”. Se não identificado e tratado, o parasita pode causar infecção crônica.

Já o mosquito que transmite a dengue gosta de água limpa para procriar e, também por isso, é fundamental manter a caixa d’água hermeticamente fechada — para que o mosquito não consiga entrar.

Fonte: Jornal Cruzeiro

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