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Reações a inseticidas podem ser piores que as picadas de insetos

No verão, chove quase todos os dias, a umidade aumenta e começa a invasão de mosquitos, formigas e baratas. Para evitar um eventual ataque, os inseticidas são uma proteção bastante usada, mas, como esses produtos são tóxicos, merecem todo o cuidado possível. Esse foi um dos assuntos debatidos no Bem Estar desta segunda-feira (28) pelo toxicologista Anthony Wong, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

No estúdio, Wong disse que os inseticidas devem ser colocados próximo à porta do quarto, a cerca de 2,5 ou 3 metros de distância da cama. A janela deve estar fechada ou protegida por uma tela.

Algumas pessoas apresentam reações como espirro, dor de cabeça e alergia, o que pode se tornar ainda pior que a picada do inseto. Por isso, é importante ler o rótulo antes de aplicar o inseticida. Alguns, porém, não especificam por quanto tempo se deve espalhar o produto e, como o incômodo é grande, a maioria da população acaba exagerando.

O recomendado, segundo a especialista em vigilância sanitária do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Silvia Vignola, é pulverizar o spray por cinco segundos e só voltar a entrar no ambiente depois de 15 a 20 minutos. Na cozinha, esse tipo de produto não deve ser utilizado, pois pode contaminar os alimentos. Em caso de intoxicação, o indivíduo deve levar o inseticida ao hospital para ajudar no atendimento.

A precaução deve ser maior com as opções inodoras ou de cheiro agradável, que fazem o consumidor aplicá-las sem perceber a quantidade. Novidades como o inseticida automático, que libera substâncias ao longo do dia e fica preso à parede, exige ainda mais atenção: não pode ser instalado a menos de dois metros de altura.

A dona de casa Maria de Lourdes usa uma tela removível em vez de inseticida e afirma que a alternativa é mais acessível e funciona durante anos. Já no caso do controle doméstico de baratas, as iscas com veneno têm um nível de segurança maior.

Para quem prefere o repelente elétrico, deve colocar o equipamento a uma distância de cerca de dois metros da cabeceira da cama. O local também deve ser ventilado, para evitar a inalação de compostos químicos. Crianças, idosos, grávidas e asmáticos são os grupos mais sensíveis a tóxicos, por isso todo cuidado é pouco. É necessário que inseticidas como os de tomada também fiquem longe dos menores de idade.

O hábito de jogar inseticida líquido no ralo para matar os bichos pode atingir rios e o meio ambiente. Para quem quer algo mais natural, a sugestão é a citronela, recomendada para usar dentro de casa. Às vezes, ela não é eficaz porque os mosquitos – principalmente os das cidades – se tornaram muito resistentes.

Dados de 2010 do Sistema Nacional de Informações Tóxico-farmacológicas apontam que produtos de limpeza e inseticidas ficaram em segundo lugar no grupo dos itens que causaram intoxicação em humanos, com 10.554 casos. Atualmente a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute com fabricantes e a sociedade civil normas para tornar mais claras as informações nas embalagens dos inseticidas.

Além de usar produtos contra os insetos, uma ótima forma de evitá-los é manter a casa e os ambientes higienizados e sem acúmulo de lixo. Também é fundamental uma inspeção e uma limpeza criteriosa dos ambientes onde esses insetos costumam ficar.

 

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/02/reacoes-inseticidas-podem-ser-piores-que-picadas-de-insetos.html

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