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Intensificado o combate ao lixo e aos mosquitos

Segundo o director municipal da Saúde, Mateus Neto, a campanha será contínua e não tem data agendada para o seu fim. O responsável explicou que para uma melhor organização do trabalho o município foi dividido em dez zonas, cada uma coberta por uma equipa constituída por um médico e quatro técnicos de saúde.
A campanha conta com a participação de médicos angolanos e cubanos e a colaboração de uma empresa que trabalha para a diminuição dos focos de lixo e para a melhoria do saneamento básico. “Já estamos em plena época chuvosa e, não obstante nos últimos meses se ter registado a redução dos casos de paludismo, não devemos cruzar os braços”, disse, acrescentando que está também em curso uma campanha de combate aos roedores, sobretudo os ratos, com a utilização de pesticidas. “As mesmas equipas que estão a combater os mosquitos estão igualmente engajadas no combate aos roedores”, informou.
Na óptica de Mateus Neto, a redução dos casos de paludismo ficou a dever-se, sobretudo, ao trabalho de combate aos grandes focos de lixo.
O director de Viana da Saúde aconselhou aos munícipes para evitarem a criação de charcos de água e os amontoados de lixo, “que são locais privilegiados para a reprodução do mosquito, o agente causador de doenças que podem levar à morte”.

Mordedura de cães

As autoridades sanitárias de Viana estão igualmente preocupadas com o facto de algumas pessoas terem sido alvo, nos últimos meses, de mordedura de cães vadios nas vias públcas do muncípio.
Segundo Mateus Neto, a preocupação é maior porque as instituições de saúde pública não dispõem, actualmente, de vacina anti-rábica humana. “Quer as unidades sanitárias de Viana como a grande maioria dos estabelecimentos de saúde da província não possuem vacina anti-rábica humana, pelo que os cidadãos devem tomar muita precaução quando estiverem em contacto com os animais”, disse.

Lavar com água e sabão

O director municipal da Saúde aconselha, em caso de mordedura por um cão, macaco ou outro animal, que se lave a ferida com muita água e sabão e se procure imediatamente atendimento num estabelecimento hospitalar.
Mateus Neto explicou que, apesar da falta de vacina anti-rábica humana, “o pessoal médico certamente vai dar os primeiros socorros e, em caso de necessidade, vai transferir o paciente para unidades de referência que tenham a vacina.”
Acrescentou que se deve, igualmente, investigar se o animal tem a vacina anti-rábica em dia. “E, se assim acontecer, certamente não será motivo de grande preocupação”, referiu. Mateus Neto foi peremptório ao dizer que a população, em caso de mordedura, não se deve dirigir aos postos médicos privados dos bairros.
“As pessoas devem ter muito cuidado, pois, na ânsia do lucro fácil, alguns cidadãos não hesitam em ministrar a vacina errada em humanos, que certamente não irá fazer o efeito desejado ou pode acarretar consequências nocivas”, frisou.O município de Viana é um dos mais extensos e populosos da província de Luanda, com uma população estimada em cerca de dois milhões de habitantes.

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