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Conhecer bem o mosquito é o 1º passo para combater as doenças

(FILES) This file photo taken on January 27, 2016 shows an Aedes Aegypti mosquito being photographed in a laboratory of control of epidemiological vectors in San Salvador. European scientists announced on June 23, 2016 they had discovered antibodies which attack Zika, a step they hope will pave the way for a protective vaccine against the brain-damaging virus. The antibodies -- frontline soldiers in the immune system -- "efficiently neutralise" Zika in human cells in lab dishes, and are also effective against its cousin virus dengue, the team reported. / AFP / MARVIN RECINOS

No período do verão, para combater a dengue, a zika e a chikungunya, o primeiro passo é conhecer bem o inimigo.

E quando a gente descobre algumas características do Aedes aegypti é que dá para entender por que é tão difícil acabar com ele.

Tão pequeno e tão perigoso. Ele pode ser esmagado num golpe, mas o Aedes aegypti parte para cima de qualquer um.

A Fundação Oswaldo Cruz fez o cálculo do tamanho dessa ousadia.

Quando o mosquito enfrenta um ser humano, proporcionalmente é como se o ser humano tentasse enfrentar um inimigo como o Pão de Açúcar.

O mais assustador é que o Aedes aegypti de hoje não é o mesmo de 20, 30 anos atrás. Ele vai se modificando, se adaptando aos nossos hábitos, às nossas cidades! Por isso é tão importante a gente conhecer bem esse mosquito.

Para começar, ele é oportunista. O mosquito geralmente ataca durante o dia. Mas, como ficamos acordados cada vez até mais tarde, com muita iluminação para todo lado…

“Uma família, por exemplo, que esteja chegando do trabalho ou da escola, os mosquitos ficaram sozinhos o dia inteiro, então no final do dia, quando essa família chegar, por volta das 18h, 19h horas, por exemplo, eles serão vítimas daquelas fêmeas que estão ali na casa.” Rafaela Bruno, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz.

É sempre a fêmea que ataca e pode transmitir dengue, zika e chikungunya. E ela é estrategista.

Ao contrário do pernilongo, que bota todos os seus ovos num só lugar, a fêmea do Aedes aegypti deixa os ovos em pontos diferentes.

“Ela vai procurando criadouros próximos e ela vai espalhando todos os seus ovos por aqueles criadouros num raio de até 300 metros,“ explicou a pesquisadora.

O mosquito é insaciável. Pode se alimentar de uma quantidade de sangue até três vezes maior do que seu peso. É como se uma pessoa de 80 quilos devorasse 240 quilos por dia.

E para completar os poderes do mal, o Aedes é silencioso. Ele pode picar e a pessoa nem perceber porque libera substâncias para que a gente não sinta dor.

O mosquito não tem olfato, não sente cheiro, mas ele identifica odores através de duas antenas, especialmente um, muito ruim.

“O que atrai o Aedes aegypti é uma mistura de gás carbônico e ácido lático. E esses dois elementos são bastante encontrados no chulé. E a fêmea já tem uma preferência também por lugares baixos, pelas regiões mais baixas do corpo, então os pés e pernas são bastante atrativos,” destacou Rafaela Bruno.

Às vezes a gente pensa: na minha casa está tudo certo, o Aedes aegypti não tem vez. Um apartamento super limpo, não tem plantas, mas olha o perigo: ralo na varanda da sala, e ralo é um dos lugares que o mosquito usa para se multiplicar.

“O que a gente recomenda é que esses ralos estejam todos protegidos por tela. O mesmo material do mosquiteiro que é usado em berço, por exemplo, você pode colocar em cima”, diz a pesquisadora.

Ovos que viram larvas, que detestam a luz, e que podem ficar bem escondidas num reservatório de água.

“Pode ser um criadouro já com muita larva e a gente não vai ver porque as larvas fogem para o escuro. O ideal é que seja tampado com uma tela. Que você acumula água, mas você impede que a fêmea entre ali e deposite seus ovos,” ensinou a pesquisadora.

Fonte: G1

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