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Calor aumenta incidência de pulgas e de carrapatos

Chega o calor e, assim como nós, os pets também precisam de alguns cuidados especiais, isso porque, nos dias mais quentes, aumenta a incidência de pulgas e carrapatos nos cães. Diante disso, é preciso ficar de olho para que a saúde desses animais de quatro patas não seja prejudicada.

De acordo com o veterinário Hermes Augusto de Souza, no caso das pulgas, 90% das vezes depositam os ovos no chão e existe uma possibilidade maior do ovo nascer quando o cachorro chega perto de um ninho e respira. ‘Por meio disso, ele emite gás carbônico e a própria respiração incentiva o nascimento da larva’, comenta.

Segundo ele, a pulga, toda a vez que pica um animal, libera uma substância que o faz ter coceira e desenvolver alergia. Em função disso, muitos cães apresentam uma doença com o nome de Dermatite Alérgica à Picada de Pulgas (DAPP), ou seja, trata-se de uma infecção na pele.

De acordo com o veterinário, em relação aos carrapatos, o problema é que nos locais onde há infestação deles, é muito mais difícil de fazer o controle. Além disso, são muito mais prejudicais à saúde dos cães do que as pulgas. ‘As picadas dos carrapatos podem levar a duas doenças sistêmicas chamadas babésia ou ehrlíchia que podem levar inclusive o animal à morte, mas não quer dizer que todo o carrapato vai transmitir essas doenças’, acrescenta.

Souza ressalta que tanto as pulgas quanto carrapatos podem provocar a dermatite, a qual inicia com uma pequena inflamação em que o animal coça e contamina a ferida, o que leva a uma infecção bacteriana. A infecção pode atingir outras partes do corpo e, com isso, deixar o cão sem pelos.

Cuidados dentro de casa
Como forma de deixar o pet longe desses pequenos bichos, segundo o profissional, existem produtos no mercado que são antiparasitários, ou seja, venenos que devem ser colocados no pescoço do cão. O veterinário explica que dar banho com frequência no pet ajuda, mas não é a melhor forma de prevenir. ‘Porque quando a pessoa vai dar banho no cãozinho, a pulga pode não estar nele, mas sim, no chão, e depois de algumas horas o cão pode se contaminar com a pulga’, comenta.

Além de aplicar alguns produtos nos animais, existe uma medida de prevenção que pode ser colocada em prática no próprio pátio da casa, por meio da aplicação de um veneno específico. Contudo, conforme ele, na hora, é preciso tomar cuidado para não deixar o pet ir na sequência cheirar o produto e, ainda, lamber. No entanto, se o desejo é erradicar o problema, o ideal é, durante seis meses, com a frequência de uma vez por mês, aplicar venenos no pátio. ‘Desta forma, se quebra o ciclo do ovo, principalmente da pulga. É preciso colocar o produto no tapete, na cama e na casa do cachorro, porque a pulga não escolhe lugar para colocar o ovo’, complementa.

DOENÇA PERIGOSA
Além das pulgas e carrapatos, o calor também facilita a propagação de uma doença muito perigosa e infecciosa em cães: a Leishmaniose. Ela é transmitida por meio da picada do inseto que estiver infetado, chamado flebótomo, conhecido como mosquito palha. Conforme Souza, a doença produz um protozoário denominado Leishmania que contamina o cão e pode levá-lo à morte.

O primeiro sinal clínico mais comum é a perda de pelo, sobretudo ao redor dos olhos, nariz, boca e orelhas. À medida que a doença progride, o cão perde peso. Além disso, é habitual o desenvolvimento de uma dermatite ulcerativa, ou seja, uma ferida, que pode se disseminar por toda a superfície corporal do cão. Em uma fase mais avançada, começam a se observar sinais relacionados com a insuficiência renal crônica e acelerado crescimento das unhas. Vale ressaltar que a Leishmaniose não tem cura e é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao homem. ‘Se o mosquito picar o animal contaminado e depois picar uma pessoa, ela pode contrair a doença’, acrescenta.

Fonte: Folha do Mate

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