ESCORPIÕES

Há registros científicos que comprovam a existência de escorpiões há 400 milhões de anos. Atualmente, já estão catalogadas cerca de 1600 espécies e subespécies, distribuídas em 116 gêneros diferentes em todo o mundo. No Brasil, os escorpiões de importância médica e também para controle de pragas pertencem ao gênero Tityus, das espécies Tityus serrulatus (ESCORPIÃO-AMARELO) e Tityus bahiensis  (ESCORPIÃO-PRETO OU MARROM), pois são as que mais atacam o homem. O escorpião-amarelo é o mais venenoso, encontrado na região Sudeste, e de maior incidência no Paraná, Bahia e sul de Goiás. Já o escorpião-preto, é encontrado da Bahia ao norte da Argentina, Mato Grosso do Sul e Paraguai

TIPOS DE ESCORPIÕES

Tytius serrulatus

Tytius serrulatus

Nome popular: escorpião amarelo.

Descrição: tem o corpo dividido em cefalotórax, mesossoma e cauda, apresentando um ferrão inoculador de veneno que se comunica com o telson ou vesícula. Medem de 6-7cm. Possuem 4 pares de pernas, um par de pedipalpos e um par de quelíceras (órgão onde estão localizados os ferrões). Apresenta coloração marrom escura, com pedipalpos, pernas e calda amarelos. Possui uma mancha escura no último segmento da cauda. Cauda serrilhada no lado dorsal.

Biologia: nessa espécie a reprodução é partenogenética, ou seja, não há a fecundação realizada pela inclusão de machos (inexistentes na natureza). Atinge a maturidade sexual após 1 ano de idade, tendo passado por 5 ecdises. Após o nascimento das ninhadas, os filhotes sobem para a região dorsal de sua progenitora a fim de não serem devorados.

Importância: é considerada uma das espécies mais perigosas do mundo, sendo típica do Sudeste do Brasil. Possui hábito noturno e alimentam-se principalmente de insetos (grilos, baratas, aranhas, etc.). Vivem escondidos em locais quentes e com pouca luminosidade. Podem viver sob pedras e troncos, em madeiras, entulhos, em terrenos abandonados ou mal cuidados, em restos de construção, em pilhas de tijolos, telhas, ralos e caixas de passagem. A sua picada causa edema no local, paralisia temporária e até febre, além de vômitos, salivação, sudorese e vertigem.

Tytius bahiensis

Tytius bahiensis

Nome popular: escorpião marrom ou preto.

Descrição: tem também o corpo dividido em cefalotórax, mesossoma e cauda, apresentando um ferrão inoculador de veneno que se comunica com o telson ou vesícula. Medem de 6-7cm. Possuem 4 pares de pernas, um par de pedipalpos e um par de quelíceras. Esta espécie é castanho muito escuro, com patas castanhas. Segmento caudal liso dorsalmente.

Biologia: costuma se alimentar de baratas, grilos, tenébrios, aranhas e até larvas de insetos. Possuem hábitos noturnos, saindo para caçar presas ou acasalar à noite. De dia, escondem-se sob madeiras e pedras, ao abrigo da luz, da qual não gostam. Essa espécie de escorpião prefere ambientes úmidos, como a Mata Atlântica e em matas ciliares da região do cerrado.

Importância: a espécie é responsável, no Brasil, pelo maior número de casos de acidentes escorpiônicos em áreas rurais. O seu veneno é neurotóxico, ou seja, age sobre o sistema nervoso. O tratamento da picada é sintomático e pode ser feito utilizando-se soro antiescorpiônico. Sua picada é menos importante que a do Tytius serrulatus, por injetar menos peçonha.

MEDIDAS PREVENTIVAS CONTRA ESCORPIÕES

Para que o controle de escorpiões realizado em suas dependências alcance maior eficácia, faz-se necessária a adoção das seguintes medidas preventivas, que se baseiam no controle ambiental:

  • Manter limpos os quintais, jardins e arredores, aparando a vegetação com freqüência.
  • Acondicionar lixo domiciliar em sacos plásticos.
  • Não acumular lixo de varredura – folhas secas, gravetos, cascalhos, que servem de abrigo para escorpiões.
  • Não jogar resíduos em terrenos baldios ou áreas livres e limpá-los periodicamente.
  • Não pôr as mãos nuas em locais propícios a escorpiões.
  • Remanejar materiais de construção que estejam armazenados.
  • Não acumular restos de materiais de construção – tijolos, telhas e madeira – que servem de abrigo para escorpiões.
  • Evitar plantas, arbustos e trepadeiras muito densas junto a muros.

  • Rebocar paredes e muros para evitar frestas. Estes buracos em tijolos são excelentes abrigos para escorpiões.
  • Vedar frestas em portas, janelas e muros, impedindo a entrada de escorpiões, principalmente ao anoitecer.
  • Usar telas nos ralos do chão, pias, tanques e nas aberturas de ventilação dos  porões.
  • Examinar roupas e calçados antes de usá-los, principalmente quando tenham ficados expostos ou espalhados pelo chão.
  • Manter alimentos bem embalados de modo a evitar infestação de baratas, cujas presença atrai escorpiões.
  • Manter fechados armários e gavetas.
  • Observar o hábito de ciscar das galinhas que permite descobrir os abrigos de escorpiões.

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